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Salários em atraso levam sapadores a parar em período crítico de incêndios



Salários em atraso levam sapadores a parar em período crítico de incêndios
Foto: Jornal Económico

A Associação de Defesa da Floresta do Minho (ADEFM) deve a três das quatro equipas de sapadores cerca de 35 mil euros. O caso mais grave é o de Vieira do Minho, em que a equipa de sapadores se viu obrigada a parar de trabalhar e a viatura dos bombeiros está inoperacional.

Os bombeiros sapadores florestais do Minho ameaçam parar o serviço dada a falta de pagamento dos salários numa altura em que o país se encontra num período crítico de incêndios. Feitas as contas, a Associação de Defesa da Floresta do Minho (ADEFM) deve a três das quatro equipas de sapadores, que são responsáveis pelo primeiro combate às chamas, cerca de 35 mil euros.

Segundo avança o Jornal de Notícias, o caso mais grave é o de Vieira do Minho, em que a equipa de sapadores foi obrigada a parar de trabalhar porque há salários em atraso e a viatura dos bombeiros está inoperacional. O chefe da equipa de cinco elementos, Luís Batoca, conta ao jornal que o último ordenado que receberam “foi em novembro”. Cada sapador tem a receber “perto de 4.500 euros”, tendo em conta que o salário médio de cada um é de 640 euros, por mês, e o pagamento está atrasado.

As outras duas equipas em causa são a de Vilar da Veiga, em Terras de Bouro, que também está inoperacional, e a de Cabeceiras de Basto.

Os presidentes de Câmara e Juntas de Freguesia das respetivas regiões estão preocupados e afirmam que se trata de uma situação “muito grave”. O pagamento dos salários dos sapadores é feito pela ADEFM, que é financiada em 50% pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF). O resto vem das parcerias com câmaras municipais e organizações de baldios, explica o ‘JN’.

Sem especificar quem está a falhar, a ADEFM admite que há “duas situações muito graves” que “obrigaram a declarar inoperacionais duas equipas de sapadores florestais”. No entanto, a associação de defesa da Floresta garante que o pagamento da ICNF está a ser cumprido.


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