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Governo RACISTA italiano proíbe mais um barco de refugiados em Itália

Governo RACISTA italiano proíbe mais um barco de refugiados em Itália
Foto: Observador

O ministro do Interior italiano, Matteo Salvini, proibiu a entrada de mais um barco com refugiados em portos de Itália. Diz que os migrantes são "carne humana" e manda-os para outros países.

O ministro do Interior de Itália, Matteo Salvini, conhecido pelas suas posições anti-refugiados, recusou esta quinta-feira a entrada em espaço italiano do barco de resgate “Lifeline”, que levava a bordo 224 migrantes que tinham sido resgatados junto à Líbia. É a segunda vez nas últimas duas semanas: a 10 de junho, o governo italiano recusou a entrada do navio Aquarius, que acabou por seguir para Espanha.

Desta vez, Matteo Salvini anunciou através de um vídeo transmitido em direto com o seu telemóvel no Facebook que se tinha aproximado da costa italiana um navio de resgate da ONG alemã “Lifeline” com bandeira holandesa. “A Guarda Costeira italiana escreveu-lhes para que não fizessem nada, que a Líbia se ocupava do assunto, mas estes desgraçados, inclusivamente colocando a vida dos imigrantes em perigo nestes botes, não ouviram ninguém e intervieram carregando a sua quantidade de carne humana a bordo”, diz Salvini.

A entrada do “Lifeline” em portos italianos foi recusada e Salvini já questionou a embaixada dos Países Baixos em Roma sobre se aquele navio está ligado ao país. “Itália só vai ver este barco num postal, porque as regras são para respeitar. Queremos acabar com a máfia da imigração clandestina que causa milhares de vítimas”, afirmou o ministro italiano, líder do partido anti-imigração Liga, que chama aos barcos de resgate “táxis do mar que desembarcam em Itália”.

Estes falsos socorristas olham mais para a carteira do que para salvar vidas. Levem a carga de seres humanos para Gibraltar, para Espanha, para França ou para onde quiserem. Itália não pode ter os encargos dos custos económicos e sociais de uma imigração fora de controlo”, acrescenta ainda Salvini.

Fonte: Observador



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