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Qual o preço da Democracia?

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Qual o preço da Democracia?
Foto: Público

Qual o Preço da Democracia?

Ontem fomos a votos. O poder Local foi sufragado num País onde os bombeiros chamuscam o cabedal a troco de sandes de pão, Os enfermeiros com mais de 15 anos de experiência tentam ganhar mais que 1000 euros; os Jovens médicos são obrigados a pagar ao estado caso queiram deixar a miséria dos hospitais públicos; Os professores jogam todos os anos ao jogo "Deixa ver em que cidade vou calhar", e os funcionários do sector privado... (bem, esses desgraçados do recibo verde nem merecem que se fale neles!).

A política nunca foi uma coisa que me interessasse muito. Mas após ter emigrado e constatado que cartazes do tamanho de vivendas, carros artilhados de megafones, arruadas e toda a algazarra que se vive em Portugal em véspera de eleições não acontece cá fora, ou pelo menos no Reino Unido, confesso que comecei a ficar intrigado.

Porquê? Porque é que os políticos lutam tanto pelo poder? Qual o preço da Democracia? Fui tentar saber dos números...

Pondo de lado o Poder central (Primeiro Ministro, Ministros, Secretários de estado, ‘grupos de trabalho’, Deputados, Presidente da República, Presidente da assembleia, e os governos regionais da Madeira e dos Açores) temos o Poder Local.

Ou seja:

- 308 Presidentes de Câmara (com ordenados entre os 4583€ nas Câmaras de Lisboa e Porto e os 3,334€ para Câmaras com menos de 10,000 habitantes).

- 1792 vereadores (com ordenados entre os 3380€ euros nas Câmara de Lisboa e Porto e 2458€ para Câmaras com menos de 10,000 habitantes)

- 3092 presidentes de Junta (ordenados que chegam aos 2464€ nas Juntas com mais de 20,000 eleitores)

Quando cheguei à parte dos vogais e tesoureiros desisti de fazer as contas. Já ia aproximadamente em 200 Milhões/Ano em ordenados... Sem contar com as ajudas de custo, deslocações, motoristas, senhas de presença por participação em reuniões..

E pasme-se, estes são os custos legítimos!!

A estrutura política não está dimensionada para a realidade Portuguesa. Os números não deviam estar dependentes do número de habitantes mas sim da população empregada.

Obviamente, que isso nunca vai acabar. Nunca! Porque os beneficiados são quem faz as regras… Acham que foi um Perú e um Bacalhau que decidiram a ementa de NataI!? Obviamente que não…

Depois há os gastos com os custos ilegítimos… Os tais que em Portugal passam impunes.

Continuamos a ver o Avelino Ferreira Torres a “ser ele próprio” no Big Brother famosos, o Sócrates a comentar política na TV, o Isaltino a ser reeleito após ser condenado, e a grande socialite Fátima Felgueiras vestida com o famoso Saco Azul que desviou…

Nós, Portugueses, somos muito mansos...

Fonte: Facebook de Joaquim Miguel Ferreira

Mesmo com tudo isto, a democracia ainda é a mais fiável....ou será que gostaria de outro tipo de regime? Ditadura, monarquia, etc...

 

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