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Há fome e miséria, mas há milhões para derreter nas autárquicas

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Há fome e miséria, mas há milhões para derreter nas autárquicas
Foto. Região Sul

A troika mandou reduzir ou acabar com as autarquias, mas as aves de rapina do dinheiro dos contribuintes, precisam que elas existam, pois é através delas que criam autênticos impérios de dinheiro e poder.

Por isso jamais permitiriam que o Governo acabasse com esta mamadeira, por onde se escapa tanto dinheiro do estado, para uma máfia bem organizada e instalada.

As autarquias estão de pedra e cal porque o governo não mostra a força necessária para contrariar os autarcas que tiveram a garra necessária para se opor, movidos pela ganancia.

"Eleições autárquicas de 2013 vão custar 48,5 milhões de euros."

Deputados votaram contra os cortes nas campanhas? 

8 milhões de euros só para as mesas de voto? Antes eram voluntários...

Paulo Morais denuncia... 

"O ano de 2013 vai ser dramático no plano económico, haverá maior desemprego, fome e miséria. Mas, mesmo assim, irão derreter-se milhões nas campanhas eleitorais autárquicas.

Nestas despesas não se poupa. O sistema de financiamento partidário tem muitos actores, vida própria e sustenta interesses poderosos.

Os maiores beneficiados nem sequer são os candidatos. São, em primeiro lugar, os angariadores de fundos. Estes irão junto dos construtores, promotores imobiliários e, duma forma geral, dos maiores empresários de cada concelho; recolhem uns milhares e entregam uma parte aos partidos. Retêm cerca de quarenta por cento, o que é uma margem aliciante. O protótipo deste personagem é conhecido, tipo viscoso mas bem vestido que prolifera na política. Transporta milhares de euros em maços de notas, dentro de caras pastas de couro.

Os políticos, em geral, também não se queixam do sistema. Afinal, receber milhões em "cash" dá muito jeito. Não faltará dinheiro para as campanhas, poder-se-á pagar jantares a milhares de idosos devidamente angariados nos lares; as juventudes partidárias disporão de camionetas para transportar os rebanhos de apoiantes, não haverá restrições nas campanhas para presidentes de câmara.

As direcções nacionais dos partidos nada farão nem impedirão estas negociatas. Também elas se servem dos mesmos mecanismos. Quem transforma as suas sedes nacionais em autênticos "offshores", quem armazena milhões de euros em notas – não tem autoridade para moralizar as suas secções regionais e locais. Nem mesmo os financiadores querem mudar o sistema. 

São eles, aliás, os seus maiores beneficiários. Os que pagam são os que mais ganham, recebendo em favores do estado. Obras públicas serão pagas pelo dobro do seu valor, a gestão de água e saneamento será concessionada por rendas milionárias, projectos imobiliários irão ser ilegalmente aprovados, terrenos rurais serão reclassificados como urbanizáveis e gerarão margens de mil por cento. Os financiadores beneficiam dum retorno garantido e colossal. Reféns destes mecanismos perversos de financiamento partidário, os autarcas estão a soldo de quem lhes paga as campanhas. E o poder local, uma vez corrompido, já deixou de ser democrático." Paulo Morais

A lei que permite o regabofe...

Comentário de um seguidor do blog

"Muitas autarquias neste país são autênticas MÁFIAS. 

Funcionam em sincronia com algumas repartições de finanças para através de esquemas burocráticos complexos, cautelosamente preparados, aparentemente insuspeitos e que se encaixam perfeitamente numa legislação cheia de lacunas, poderem lançar um cerco traiçoeiro a cidadãos menos protegidos ou informados, despojando-os totalmente do seu património imobiliário em prol dos apetites gananciosos de outrem.

Tudo isto a favor de interesses privados muito obscuros de construtores, imobiliárias e outros, que com eles pactuam e dos quais obtêm enormes proveitos.

Estes interesses existem abundantemente neste país e não só envolvem políticos como também técnicos e algum pessoal menor dos Municípios. Para funcionar com eficiência têm de ter ''equipas'' que abrangem todos os níveis e sectores.

Geralmente, este tipo de autênticas quadrilhas mal intencionadas, para conseguir chegar aos seus perniciosos objetivos envolve a ajuda de outros elementos corruptos dos necessários departamentos do estado, para que o sucesso final da pilhagem possa ser garantida.Quando as vitimas se apercebem já é demasiado tarde.

Como a justiça é ineficaz, cara ou totalmente viciada, a vítima tenta sair da situação em que o envolveram, procurando encontrar uma saída que evite os tribunais que só lhe darão mais alguns cabelos brancos, arruinarão por alguns anos a sua saúde e o desgastarão psicologicamente sem que, após tanto sacrifício tenha a garantia de que seja feita justiça, mas se optar pela defesa da sua dignidade correrá um enorme risco de perder a sua propriedade.

Os mafiosos estão sempre bem preparados para as previsíveis situações: Se as coisas lhes correrem mal, imediatamente será preparado outro mecanismo ''legal''que se encontra em standby para o efeito, de forma a obrigar a vítima a ceder.

Isto é o dia a dia nesta nossa querida terra de costumes brandos, de pessoas com higiénicos colarinhos brancos e de aparência cristã e angélica que simplesmente a usam como camuflagem e que, embora estes casos sejam sobejamente conhecidos pela maior parte dos deputados no nosso parlamento, nada até agora foi alterado na legislação no sentido de que seja possível pôr fim a este terrível fenómeno de forma a evitar estas ou outras situações que possam pôr em risco a segurança do património de cidadãos honestos. São autênticas burlas e pilhagens a que toda a gente estará sujeita se tiver património imobiliário em áreas de lucrativo interesse urbanístico.

É aparente que muitos destes negócios obscuros envolve imobiliárias, construtoras que com estas autarquias plenamente colaboram e pactuam e que por este país abundantemente proliferam sem qualquer resistência.

Raramente são fiscalizadas. Todos sabemos bem porquê e quem muito ganha com isso mas dificilmente o poderemos provar para que justiça seja feita.Assim funcionam as máfias.

Alguma vez se questionou seriamente a origem da riqueza de muitos presidentes de câmara  vereadores e técnicos, dos municípios deste país? Uma pequena alteração na Constituição era o suficiente para o fazer!" Artigo onde foi colocado este comentário.

PORQUE NÃO INTERESSA ACABAR COM AS AUTARQUIAS?

Nenhum partido, para além dos do costume PSD; CDS: PS consegue chegar ao poder, porque nenhum outro, possui o poder de competir com o numeroso rebanho de militantes que estes partidos angariaram graças a muitas décadas, em que semearam missionários/ angariadores de votos por todas as freguesias, câmaras, igrejas etc. Possuem um verdadeiro exército de missionários estrategicamente espalhados e pagos, para somar votos:

1 - Oferecendo tachos, favores e semeando boys, tudo isto pago com o nosso dinheiro

2 - Através das jotinhas onde se arrebanham os jovens,os amigos e escolas, com o nosso dinheiro.

3 - Através do poder regional também, este dominado pelos de sempre, onde se manipulam as populações e se gastam muitos milhões de impostos em campanhas, a fazer obras inúteis, a oferecer excursões aos idosos,  para conquistar votos, mais uma vez nós pagamos.

Por isso, jamais será pelo voto que se derrubarão os corruptos de sempre. Essa área, eles possuem bem assegurada.

Algumas denuncias deixadas aqui no blog: 

Anónimo  01 Novembro, 2012 

Existem casos levados da breca. Na Câmara de Almada, o estacionamento subterrâneo pertence à filha da Presidente da Câmara.

No Seixal, a empresa encarregue das limpezas das ruas e jardins pertencem igualmente ao filho do presidente. Um abraço

Anónimo 30 Outubro, 2012

Olha, e deviam também investigar as viagens do presidente da Câmara de Loures e da mulher e dos vereadores e dos administradores dos SMAS. O presidente e a primeira dama então, há mais de um ano que é semana cá, semana lá.

Ainda um destes dias gastaram cerca de 30 mil euros numa viagenzita à Coreia do Sul (com passagem pela Tailândia, vá-se lá saber porquê...)

Anónimo 29 Outubro, 2012

Acho que deviam de investigar as parcerias da Câmara Municipal do Seixal com a empresa Os Silvas. Como é possível uma autarquia rica em terrenos deixar os mesmos ao abandono e ir construir duas infraestruturas nos terrenos desses srs e estar a pagar rendas de vários milhares de euros mensais. Dá que pensar. Um municipe preocupado.

Fonte: Apodrecetuga

 

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