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A verdade por detrás da industria do leite!

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A verdade por detrás da industria do leite!
Foto: Em Defesa dos Animais

A maioria das pessoas pensa que as vacas dão leite constantemente - e que isso não lhes afecta a qualidade de vida e que não lhes rompe a dignidade. A maioria pensa que o leite que compra embalado no supermercado provém de animais criados ao ar livre e imensamente felizes que morrem no conforto da bonomia de uma avançada idade. 

Essa ilusão perpetua a exploração, a mutilação, o estupro e a morte de milhões de vidas anualmente.

A realidade está inundada nas trevas e esconde feridas hediondas, gritos desesperados e uma rotina tortuosa - tudo isto para o humano continuar a ser o único animal a consumir leite de outra espécie.

A inseminação

Como foi supracitado, tornou-se comum deduzir que as vacas produzem sempre leite. Todavia, assim como qualquer mamífero, as vacas só produzem leite para alimentar os seus rebentos: os produtores têm de assegurar-se de que as vacas leiteiras ficam prenhas para mantê-las nesse círculo vicioso. Para que esse círculo não seja interrompido, os animais são inseminados artificialmente.

Mastites

Devido à ordenha constante pelas máquinas, e por consumirem rações modificadas precisamente para que produzam mais leite do que o normal, as vacas sofrem bastante com doenças que envolvem inflamações e inchaços dolorosos.

O nascimento e a separação

Quando dão à luz, as vacas têm as suas crias retiradas imediatamente para que estas não bebam o precioso leite. A mãe, geralmente, revela claramente a sua angústia, chamando e mugindo durante dias a fio, após ter-lhe sido retirada a cria: esta experiência é tão dolorosa para a mãe como para o filho. As lágrimas da mãe são acompanhadas, à distância, pelo bezerro, que pode atingir o choro durante vinte dias.

Uma vida curta - uma longa tortura

Algumas fêmeas são criadas com substitutos de leite, tornando-se também elas vacas leiteiras quando atingem a maturidade: tal ocorre aos dois anos de idade, sensivelmente.

Ainda bebés, têm os seus chifres brutalmente impedidos de crescer: os produtores passam uma espécie de pasta cáustica que resulta num sofrimento atroz para os animais, já que os chifres têm milhares de terminações nervosas. O final é rematado com um ferro quente na área massacrada. Outras crias são vendidas, com uma a duas semanas, para serem criadas com o objectivo de produzir carne nas unidades de engorda e em cercados. Outras são igualmente vendidas para serem submetidas à dieta de leite que é-lhes fornecida para que fiquem anémicas.

Os órfãos de leite:

Os dois objectivos da produção de vitela de leite são:

Produzir um animal com o maior peso no menor espaço de tempo possível;

Manter a carne tão clara quanto concebível para a exigência do consumidor ser satisfeita.

Os bezerros são deixados em compartimentos demasiado estreitos com pavimentos laminados, o que causa-lhes um desconforto inimaginável. Quanto maiores ficam, mais dificilmente movem-se e conseguem somente levantar-se e deitar-se com incalculável esforço. Os compartimentos variam entre os setecentos e cinquenta e os novecentos mililitros de largura (sendo que o padrão consegue ser inferior a esses), o que impede-os de deitar-se com as patas distendidas e leva-os a sofrer bastante com o calor.

Como os vitelos crescem muito depressa e produzem bastante calor, a pelagem tende a cair às dez semanas de idade: nesta altura, têm imensa necessidade de se lamberem. Como é-lhes negado essa necessidade, acabam por ficar expostos a infestações parasitárias externas, facilitadas pelo ambiente húmido e tépido.

Um pavimento laminado sem qualquer cama é duro e desconfortável, maltratando os joelhos dos animais quando estes levantam-se e deitam-se. Para além disso, os animais com cascos não ficam seguros num pavimento deste género - similar a uma grade para gado, algo que o gado evita sempre que pode. A diferença aqui é o facto das lâminas estarem mais próximas umas das outras.

Estes vitelos sentem imensa falta das mães, o que conduz à falta de algo para sugar. Como a alimentação através de tetas artificiais não justifica o trabalho que o produtor tem em limpá-las e esterilizá-las, logo no primeiro dia de reclusão os animais bebem de um balde de plástico. Tentativas de sugar qualquer parte do compartimento são, assim, bastante comuns.

Assim como o bezerro desenvolve a vontade de sugar, mais tarde desenvolve a necessidade de ruminar - ou seja, de ingerir forragem e mastigar o bolo alimentar vindo do rúmen. Todavia, a forragem é estritamente proibida na sua alimentação por conter ferro e escurecer a carne: o vitelo, deste modo, experimenta viciosamente mastigar as paredes do compartimento - daí as perturbações digestivas tão habituais neles.

A não ingestão de forragem torna os vitelos anémicos. O tom rosa pálido da carne é, na verdade, sinónimo de carne anémica.

A anemia é controlada, já que sem nenhum ferro os animais simplesmente morreriam. Com uma alimentação normal em termos de quantidade de ferro, a carne não seria tão cara: assim, procura-se um equilíbrio que mantenha a carne clara e os animais vivos durante o tempo necessário para que atinjam o peso do mercado.

Mantidos forçadamente nesta condição hostil que carece-os de ferro, os vitelos desenvolvem um desejo enorme por este elemento e lambem qualquer acessório em ferro que exista nos compartimentos (o que explica o porquê dos compartimentos serem feitos de madeira).

O desejo insaciável por ferro é a razão primordial que leva o produtor a impedir, a todo o custo, que o animal mova-se livremente. Embora os vitelos procurem evitar aproximar-se da sua própria urina e dos seus próprios excrementos, a urina contém algum ferro: o desejo de ferro é suficientemente forte para sobrepor-se à repulsa natural, o que levaria aos animais lamberem as tábuas saturadas de urina. Ao produtor essa visão não agrada-lhe, uma vez que, assim, os animais teriam acesso a uma pequena fonte do ferro interdito.

O fim da linha

Nas fazendas investigadas no Chile, a vida média das vacas leiteiras é de cinco anos(1).

Cinco anos de dor,

de exploração

e de agonia

para os estigmas que receberam serem compensados com o abate e a sua carne ser vendida a um preço barato.

Será esse preço o verdadeiro valor de uma vida?

Não financie este sofrimento atroz. Substitua o leite de vaca pelo leite de soja, de arroz, de amêndoa, de coco, entre outras opções vegetais: para além de ser uma alternativa mais saudável, estão livres de tamanha crueldade.

Fonte: Em Defesa dos Animais

 

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