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ANGOLA - Sócrates e Salgado envolvidos em mais um negócio de milhões

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ANGOLA - Sócrates e Salgado envolvidos em mais um negócio de milhões
Foto: Setepecadosimortais

Os nomes de Ricardo Salgado e de José Sócrates surgem no meio de um negócio suspeito que culminou com a venda de um sistema encriptado de telecomunicações de dados de voz, de origem portuguesa, aos serviços secretos de Angola.

Este negócio sigiloso de 113 milhões de euros foi financiado pelo BES, com a especial intervenção de Ricardo Salgado, e validado por José Sócrates, conforme apurou a investigação feita pelo Público.

O diário conta que a decisão de apetrechar as Forças Armadas angolanas com um equipamento de comunicações e de encriptação de dados foi tomada em 2002, no final da guerra civil.

Seguiu-se um processo com muitas jogadas de bastidores e o envolvimento de várias figuras políticas e empresariais, mas tendo como figura central António Mello, presidente da empresa tecnológica All2it, que em 2005 se fundiu com a Tecnidata, e a quem o BES concedeu vários créditos.

António Mello é um dos nomes que surge no protocolo de confirmação do negócio, enquanto presidente da All2it, a par do ex-ministro Ângelo Correia e do italiano Paolo Bennati, que se dedicava à exploração de barcos de pesca e de hotéis.

Numa altura em que Salgado foi constituído arguido na Operação Marquês, sendo suspeito de ter pago cerca de 40 milhões de euros em “luvas” a José Sócrates e a Zeinal Bava, o ex-banqueiro aparece também, imiscuído neste negócio de 113 milhões de euros das Forças Armadas Angolanas e que contou com o financiamento do BES.

O Público nota que Salgado viajou com José Sócrates para Angola, em Abril de 2006, no âmbito da visita do Estado do então primeiro-ministro. E assim, Sócrates terá dado força a este negócio entre a All2it e as Forças Armadas angolanas.

Terá também sido Sócrates, segundo o Jornal de Angola, conforme cita o Público, a decretar que “a Dinovang, empresa de direito angolano, controlada pela Tecnidata”, fosse “a primeira beneficiária” de uma linha de crédito aberta pela Companhia de Seguro de Créditos (Cosec).

Ora, foi a Dinovang que ganhou o concurso para a instalação da rede de telecomunicações para as Forças Armadas angolanas com o material a ser fornecido pela All2it.

O BES manteve a linha de crédito às Forças Armadas angolanas activa até ao seu colapso. Entretanto, António Mello tem vários valores em dívida e o Novo Banco reclama ao empresário o pagamento de seis milhões de euros.

Fonte: ZAP

 

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