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Vírus Zika transmite-se por via sexual

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Vírus Zika transmite-se por via sexual
Foto: Publico.pt

As autoridades do Texas, no Estados Unidos, reportaram nesta terça-feira um caso de transmissão do vírus Zika, por via sexual.

“O paciente foi infectado pelo vírus depois de ter tido relações sexuais com uma pessoa doente, que regressou de um país onde o vírus está presente”, anunciaram os serviços de saúde do condado de Dallas, em comunicado citado pela AFP. O New York Times adianta que a pessoa infectada regressou da Venezuela.

Na literatura médica, diz a Reuters, há apenas registo de um caso de Zika transmitido por via sexual e um caso em que o vírus foi detectado no sémen.

Em 2008, lembra o New York Times, um especialista em malária contraiu o Zika em África e passou a infecção à mulher, pouco depois de ter regressado aos Estados Unidos.

Como a mulher não esteve em nenhuma zona onde estivessem presentes os mosquitos que transmitem o Zika – e visto que os quatro filhos do casal não ficaram contaminados –, os peritos concluíram que a única explicação lógica era ter havido uma transmissão através das relações sexuais.

Em 2013, cientistas franceses encontraram o vírus Zika no sémen de um homem que recuperou de uma infecção, mas foram incapazes de determinar quanto tempo o vírus persistiu.

Os cientistas já suspeitavam que o Zika podia ser transmitido por via sexual, mas este caso no Texas aumenta a preocupação com um fenómeno que já mereceu um alerta da OMS de emergência de saúde pública internacional.

A OMS diz que a sua prioridade é, por enquanto, investigar os casos de microcefalia em bebés e controlar a praga de mosquitos que transmite o vírus. O Zika é transportado por um mosquito comum nas Américas – o Aedes aegypti –, o mesmo portador da febre dengue e do vírus chikungunya, duas doenças comuns no Brasil. Com a excepção dos perigos para bebés em gestação, o vírus é praticamente inofensivo: nos piores dos casos causa febre ligeira, irritação cutânea ou olhos avermelhados.

Conhecem-se casos de infecção em 24 países e territórios da América do Sul, a região mais afectada e até agora a única com incidência de malformações em bebés. Mas há também casos em África, onde nasceu a epidemia, Estados Unidos e países do Pacífico.

Fonte: Público

 

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